Pages

sábado, 18 de abril de 2009

Economia da zona do euro terá recuperação em 2010, diz Trichet

Por Karolina Slowikowska

VARSÓVIA (Reuters) - A economia da zona do euro deve começar a se recuperar em 2010, depois de um difícil 2009, disse neste sábado o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, em uma entrevista transmitida pela emissora de TV polonesa TVN 24 e pelo portal TVN24.pl.

Trichet também afirmou que não seria bom para a Polônia acelerar seu processo de adoção ao euro e acrescentou que se o país aspira juntar-se ao bloco deve estar muito bem preparado para isto.

"Nós estamos experimentando um período que é difícil, e o ano de 2009 tem se mostrado obviamente difícil para todas as economias no mundo, sem exceção, mas também é verdade que nós todos temos boas razões para considerar que a recuperação ocorrerá no decorrer de 2010", disse Trichet ao portal TVN24.pl.

"Há um consenso muito sensato daqueles que fazem previsões e economistas que consideram isso."

"Os tempos atuais são difíceis, mas eles (os cidadãos da zona do euro) podem ficar razoavelmente confiantes no futuro porque há muitas boas razões para acreditar que nós estaremos numa situação melhor no próximo ano."

Sobre a política monetária, Trichet reiterou os comentários feitos na entrevista coletiva do BCE no início deste mês, quando disse que o banco ainda possui espaço para reduzir suas taxas de juros e prometeu desenvolver planos em maio para medidas alternativas que possam impulsionar a combalida zona do euro.

Trichet, que deve revelar os planos do Banco Central Europeu para mais estratégias políticas heterodoxas, não deu detalhes sobre essas medidas.

O BCE cortou sua taxa básica de juros em três pontos percentuais desde outubro e espera-se que o banco deva reduzir suas taxas para financiamento em outros 25 pontos básicos, para 1,0 por cento em maio, à medida que a zona do euro sofre com a pior recessão desde que a moeda foi criada.

A economia do bloco se contraiu 1,6 por cento no quatro trimestre do ano passado, e espera-se que o primeiro trimestre deste ano também seja de queda.

(Texto de Karolina Slowikowska)

0 comentários: