Nova nota do real custará R$ 94 mil a mais ao BC


Custo de produção da 2ª família de cédulas será 25% maior e sobe para R$ 429 mil ao anoAs novas cédulas do real custarão R$ 94 mil a mais ao Banco Central, ou seja, um aumento de 25% a 28% sobre o valor atual da produção.

Com isso, o custo do novo dinheiro sobe de R$ 336 mil para R$ 429 mil ao ano.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (3) pelo BC durante a apresentação da segunda família do real.

O Banco afirma que o investimento será compensado pela redução dos prejuízos em falsificações, que totalizaram R$ 23 milhões no ano passado. Com 143 notas falsas para cada 1 milhão em circulação. Para a fabricação do novo dinheiro, o BC investiu ainda R$ 400 milhões na renovação do parque gráfica da Casa da Moeda.

Entre as principais mudanças das novas cédulas estão o tamanho e as cores. As novas notas são inspiradas no dólar americano e no euro e têm o objetivo de aumentar a segurança, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

As principais mudanças nestas notas são à disposição dos animais – a garoupa e a onça pintada permanecem, só que agora estarão na posição horizontal - e a presença da efígie (escultura) da República no verso. As notas de R$ 50 e R$ 100 começam a circular em 2010. Já as cédulas de R$ 10 e R$ 20 devem entrar em circulação em 2011 e as de R$ 2 e R$ 5 serão somente em 2012.

As novas notas de real terão mais durabilidade devido ao processo de invernização. Em média, as cédulas do real duram em média três anos, sendo que as de valor mais baixo, como as de R$ 5 e R$ 10, um ano. Cerca de 70% das transações financeiras no país ainda são feitas em dinheiro vivo, segundo o BC. Metade dos brasileiros ainda recebe o salário em dinheiro vivo no país, segundo o BC.Banda holográfica

A banda holográfica, que é o adesivo de segurança da lateral do dinheiro, será estendida para as notas de R$ 50 e R$ 100 – atualmente ele é presente somente na nota de R$ 20.

O sistema será melhorado e todos os itens de segurança terão três níveis de identificação. O primeiro que estará disponível a olho nu, um segundo que pode ser identificado com lupa ou luz diferenciada, e um terceiro nível, que é o da perícia do Banco Central e da Casa da Moeda.

A marca d’água das notas também será melhorada, com o acréscimo de várias nuances de

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Bovespa fecha em baixa de 4,73%, a maior desde outubro

Mau humor contaminou mercados financeiros de todo o mundo.
Patamar de 63.934 pontos é o menor desde 4 de novembro de 2009.

A intensificação dos temores com a situação fiscal de países europeus contaminou os negócios nos mercados do mundo inteiro nesta quinta-feira (4), levando o principal índice da Bovespa ao pior dia desde 28 de outubro, quando o indicador perdeu 4,75%.

Pressionado pelas perdas de todas as ações que compõem a carteira, o Ibovespa perdeu 4,73%, para 63.934 pontos, menor nível de fechamento desde 4 de novembro de 2009. O giro financeiro da sessão foi de aproximadamente R$ 8 bilhões.

Depois da perda desta quinta-feira, o índice passou a acumular baixa de 2,24% na semana. No acumulado de 2010, as perdas do Ibovespa chegam a 6,79%.

Entre os ativos de maior peso do Ibovespa, Petrobras PN caiu 5,11%, a R$ 32,30; Vale PNA recuou 5,21%, a R$ 41,25; Itaú Unibanco PN perdeu 3,85%, para R$ 35,71; BM&FBovespa ON teve baixa 7,26%, a R$ 12,00; e Gerdau PN se desvalorizou 4,67%, a R$ 25,29.

EUA e Europa

A repentina escalada nos custos para proteção contra um default (calote) da dívida soberana de Portugal espalhou o medo de cortes no rating de vários países, após o governo local ter falhado em tentar aprovar um projeto para reduzir o déficit público.

O principal índice europeu de ações teve a maior queda diária em dez semanas, enquanto o euro tombava frente ao dólar. As commodities também tive. Os índices de Wall Street caíam mais de 2% no final da tarde, também refletindo a decepção com um aumento surpreendente nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

(Com informações da Reuters e do Valor OnLine)

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Dólar fecha em leve alta, cotado a R$ 1,736


Moeda norte-americana subiu 0,34%.
Volume negociado na reta final dos negócios era de US$ 600 milhões.

O dólar se descolou do panorama externo e fechou em alta diante do real nesta segunda-feira (11), após uma sessão de volume atipicamente pequeno e marcada por ajustes técnicos.

A moeda norte-americana subiu 0,34%, para R$ 1,736.

De acordo com dados da câmara de compensação (clearing) da BM&FBovespa, o volume a cerca de meia hora do fim dos negócios era próximo a US$ 600 milhões. O dado exclui o leilão do Banco Central e algumas operações.

No exterior, enquanto o mercado de câmbio fechava no Brasil, o dólar tinha queda de 0,6% em relação a uma cesta com as principais moedas ainda em um reflexo do pessimismo com o mercado de trabalho norte-americano.

De acordo com Marcelo Oliveira, operador de câmbio da corretora BGC Liquidez, a virada do dólar no Brasil ocorreu após uma ligeira reação da moeda norte-americana no exterior, juntamente com a tentativa frustrada de se romper um suporte em torno de R$ 1,725 no mercado futuro.

Sem que o dólar encontrasse fôlego suficiente para aprofundar a queda, o mercado aproveitou o patamar relativamente baixo da taxa de câmbio para realizar ajustes, completaram outros profissionais de mercado.

"Havia player com posição vendida em dólar que aproveitou (a queda) e comprou um pouco, para ajustar e colocar no bolso", disse o operador de câmbio de uma corretora nacional, que preferiu não ser identificado.

A própria falta de liquidez foi atribuída à cotação relativamente baixa do dólar, a menor em quase uma semana.

De acordo com profissionais de mercado, a reação do governo desde o ano passado contra a valorização do real, com o tributo sobre o capital estrangeiro em ações e renda fixa e com a possibilidade de compra de dólares pelo Fundo Soberano, colocou um piso informal para o dólar a R$ 1,70.

"Você faria uma posição de venda a R$ 1,72, sabendo que ele não deve ir além de R$ 1,70?", exemplificou Oliveira.

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Venezuela anuncia fundo de US$1 bi após desvalorização de moeda

CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou neste domingo a criação de um fundo de 1 bilhão de dólares para promover a substituição de importações, após a desvalorização da moeda local bolívar, na tentativa de diversificar a economia do país atingido pela recessão.

Na sexta-feira, Chávez anunciou uma taxa de câmbio de 2,6 bolívares por dólar para bens prioritários como alimentos e medicamentos. Para o comércio e as indústrias automotiva e têxtil, a taxa será de 4,3 bolívares por dólar.

A taxa de câmbio única fixa até a sexta-feira passada foi de 2,15 bolívares por dólar.

(Reportagem de Patricia Rondón Espín e Franco Daniel)

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Economia aquecida deve liberar 'desejo represado' de consumo em 2010

Brasileiro deve renovar computador, celular e TV nos próximos meses.
Com mais crédito, consumidor adota 'estilo americano', diz especialista.

A expectativa de crescimento acima de 5% da economia em 2010 deve liberar o "desejo represado" dos consumidores brasileiros. Na lista de desejos do consumidor nacional estão a renovação de televisão, geladeira, telefone celular e do computador.

Segundo o Ibope, trocar a televisão está nos planos de 6,4% dos brasileiros para os próximos 12 meses. Isso quer dizer que mais de 6 domicílios de cada 100 que possuem televisão pretendem comprar um aparelho novo ao longo de 2010.

Nesta mesma comparação, diz o instituto, a taxa de renovação das geladeiras deve ficar em 5,7%, enquanto a dos telefones celulares e computadores devem marcar, respectivamente, 4,7% e 3,8%.

Com exceção do computador, presente em 48% das residências brasileiras, os demais produtos estão em praticamente todos os domicílios, segundo o Ibope: a presença das geladeiras é de 97%; a da televisão chega a 98%; e a do fogão marca 99%. A entidade diz que 74% dos brasileiros já têm telefone celular.

O especialista em finanças pessoais Conrado Navarro, responsável pela campanha de consumo consciente dos cartões de crédito Mastercard, diz que a nova classe média (ou classe C), que hoje já representa mais de 50% da população, ganhou acesso a uma nova gama de bens.

Em tempos de expansão econômica, Navarro explica que o raciocínio do consumidor é de que as coisas devem continuar como estão. Desta forma, vai às compras, pois calcula que terá como honrar as compras que já fez. O problema, diz ele, é se as coisas não acontecerem como o planejado.

Sem reservas

Segundo Conrado, o brasileiro é um bom pagador, mas não tem reservas que permitam que os compromissos sejam honrados em períodos temporários de desemprego ou caso surjam gastos imprevistos, como uma doença.

O especialista prevê que, como ocorreu em 2009, o consumo das famílias deve voltar a "turbinar" o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. "O consumo é importante para a economia e deve ser estimulado, mas dentro da realidade das famílias."

Como o emprego deve se manter forte em 2010, o que deve garantir o fluxo de caixa para as famílias, a inadimplência tende a cair ao longo de 2010, de acordo com a empresa de monitoramento de crédito Serasa Experian.

"Neste ano, a inadimplência deve subir no início do ano, com as despesas com impostos [IPVA e IPTU] e escola [matrícula e material escolar], mas depois a expectativa é de queda", diz o assessor econômico da Serasa Experian Carlos Henrique de Almeida.

Os dados mostram que, em novembro de 2009, mês em que os brasileiros recebem a primeira parcela do 13º salário, a inadimplência teve queda de 1,8% em relação a outubro. "Como houve o crescimento do emprego com carteira assinada, esse fato colaborou para o pagamento de dívidas. [...] A tendência para 2010 é também de indicadores menores", explica a entidade.

Ferramentas de consumo

Entre "ferramentas" que ajudaram na expansão do consumo nos últimos anos, o cartão de crédito apresentou forte crescimento: segundo o Ibope, um levantamento feito entre 2004 e 2005 mostrava que 48% dos brasileiros tinham acesso ao produto; uma pesquisa mais recente, encerrada em 2009, mostra que o "dinheiro de plástico" já está presente em 57% das residências.

"O parcelamento no cartão de crédito tomou o lugar do cheque pré-datado", explica o economista da Serasa Experian.

Segundo a empresa, o cartão de crédito aumentou sua participação no endividamento das famílias. As dívidas com cartão de crédito e financeiras representavam 36% do total da inadimplência em novembro de 2009. No mesmo mês do ano anterior, a participação do meio de pagamento nas dívidas era de 33,5%.

Para o consultor Conrado Navarro, embora o consumo leve em conta fatores emocionais, as famílias precisam deixar o sentimento de lado e questionar se o desejo de consumo combina com o padrão de vida e de renda da família.

"O planejamento [de uma poupança] é para ser feito durante os tempos em que a economia vai bem e a pessoa está empregada", diz o especialista. Segundo ele, dar vazão ao "desejo represado" de consumo, transformando em necessidade imediata a compra de uma televisão mais moderna, por exemplo, pode abrir a porta para o endividamento.

Além da economia

Além da questão do envidividamento, o consumo exagerado pode trazer impactos sociais e ambientais, de acordo com Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.

Com base em pesquisas feitas pelo instituto, ele diz que o brasileiro tende a consumir mais – e com menos critério – em 2010, por causa do aquecimento da economia. Ele diz que a "demanda reprimida" por certos produtos e a mudança de tecnologia em outros, como a televisão, devem estimular as compras.

Com a introdução das TVs LCD e LED, muita gente pensa em trocar os aparelhos de casa. Segundo Mattar, boa parte desses produtos deve virar lixo. "O brasileiro está mais próximo da sociedade americana de consumo do que da europeia. Uma das características do consumo consciente é comprar um bom aparelho, de maior vida útil. É o descartável versus durável", explica.

Entretanto, nem toda a tecnologia é maléfica, de acordo com o presidente do Instituto Akatu. "Vale sempre trocar o tangível pelo intangível. Substituir o CD pelo 'download' de música e o livro pelo Kindle é uma atitude consciente. Você produz menos material físico, causa menos descarte e evita muito custo e emissões com o transporte deste material físico", ressalta.

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Ibovespa retoma 70 mil pontos pela 1a vez desde junho/2008

Por Paula Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice do mercado acionário brasileiro superou os 70 mil pontos nesta segunda-feira, pela primeira vez desde o início de junho de 2008, acompanhando a alta das bolsas de valores internacionais.

Os ganhos aconteceram em meio a um otimismo renovado sobre a retomada global, após dados sobre atividade manufatureira nos Estados Unidos, China e Europa.

A fraqueza do dólar também abriu espaço para a procura por commodities, com o petróleo sendo impulsionado ainda por tensões geopolíticas, o que reforçou o viés ascendente nos negócios.

O Ibovespa fechou em alta de 2,12 por cento, aos 70.045 pontos. O índice não superava a marca de 70 mil pontos desde o início de junho de 2008.

O volume financeiro da sessão somou 5,25 bilhões de reais.

"O dia começou animado pelos indicadores de China e Europa, mas o volume bem baixo tira um pouco do brilho", disse o estrategista de renda variável de uma importante corretora em São Paulo, que preferiu não ser identificado.

Pesquisas referentes a dezembro mostraram que a atividade fabril da zona do euro cresceu no maior ritmo em 21 meses e que o setor manufatureiro chinês expandiu-se para o maior patamar desde abril de 2004.

No início da tarde, foi divulgado que o setor manufatureiro norte-americano cresceu pelo quinto mês consecutivo em dezembro, com o índice que mede essa atividade atingindo 55,9, o maior nível desde abril de 2006.

O estrategista ponderou, contudo, que há dúvidas sobre o atual patamar em que se encontra o Ibovespa.

"O mercado começa a ficar mais apertado. Se não começarmos a ver revisão de expectativa de lucro das empresas para cima, o mercado pode começar a ficar meio caro. Vamos ter que escolher muito bem os ativos e setores este ano", argumentou.

Em relatório, a equipe do BTG Pactual citou justamente a expectativa de revisões para cima nas estimativas de analistas para os ganhos das empresas como uma das justificativas para sua visão de que as ações brasileiras sustentarão os ganhos.

Já a consultoria Lopes Filho avaliou que o comportamento gráfico do Ibovespa (dolarizado) induz à expectativa de que uma preparação de baixa está em desenvolvimento, mas ponderou que até o rompimento de pontos gráficos não há justificativa para vendas em posições mais longas.

"Existe a possibilidade de que (essa preparação) seja desfeita através de novas e seguidas altas", avaliaram os analistas da consultoria em relatório.

DÓLAR E GEOPOLÍTICA IMPULSIONAM COMMODITIES

O avanço generalizado das commodities deu suporte às bolsas externas e também ao mercado local, uma vez que boa parte do Ibovespa reflete o movimento de ações de empresas ligadas a matérias-primas.

O petróleo destacou-se com alta de 2,7 por cento e acima de 81 dólares o barril, após a Rússia decidir suspender o fornecimento de petróleo às refinarias de Belarus, por fracasso na negociação sobre o preço, segundo operadores. O fornecimento foi retomado.

Petrobras terminou com alta de 1,72 por cento, a 37,32 reais. Vale subiu ainda mais, 3,13 por cento, a 43,52 reais.

As blue chips dividiram o ranking de maiores participações nos ganhos do índice com Itaú Unibanco, que avançou 4,21 por cento, a 40,12 reais.

Notícias na imprensa internacional no fim de semana informavam que a instituição estaria considerando comprar participação em bancos britânicos. Ainda na noite de domingo, o Itaú Unibanco negou as informações.

Nesta segunda-feira passou a vigorar a nova carteira teórica do Ibovespa, quem tem como novidades os papéis de LLX Logística, MRV, OGX Petróleo e PDG Realty.

Entre as estreias, destaque para a queda de 5,48 por cento da PDG, a 16,40 reais, após anúncio de que fará uma oferta pública secundária de ações estimada em 1,94 bilhão de reais.

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Nestlé compra divisão de pizza congelada da Kraft por US$3,7 bi

ZURIQUE, 5 de janeiro (Reuters) - O maior grupo alimentício do mundo, a Nestlé, está comprando o negócio norte-americano de pizzas congeladas da Kraft Foods por 3,7 bilhões de dólares e rejeitou fazer uma oferta pela Cadbury, anunciou a empresa nesta terça-feira.

A Nestlé, que esta semana vendeu sua participação de 52 por cento no grupo oftalmológico Alcon para a Novartis, por 28,1 bilhões de dólares, divulgou que os Estados Unidos são o maior mercado mundial de pizza com vendas de aproximadamente 37 bilhões de dólares.

Em um comunicado separado, a Nestlé também descartou fazer qualquer oferta formal pela britânica Cadbury.

O negócio de pizza da Kraft inclui marcas como a DiGiorno, Tombstone, California Pizza Kitchen, Jack's e Delissio. A Nestlé disse que as sinergias estão estimadas em 7 por cento das vendas e serão totalmente realizadas em cinco anos.

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Empresas brasileiras se valorizam 129% em 2009 e superam América Latina e EUA

Levantamento foi elaborado pela consultoria Economatica.
Na média da região, alta foi de 94,7%; nos EUA, ganho ficou em 28,1%.

O Brasil liderou a valorização de mercado das empresas listadas em bolsa em levantamento da consultoria Economatica que considera a América Latina e também os Estados Unidos. O valor de mercado das empresas nacionais subiu de US$ 533 bilhões para US$ 1,224 bilhão entre 31 de dezembro de 2008 e 28 de dezembro deste ano, o que representa uma alta de 129,6%.

A valorização das 304 empresas brasileiras analisadas supera a média da América Latina (valorização de 94,7%) e também os ganhos de valor das empresas norte-americanas, que subiram 28,1%. Entre os demais países da América Latina analisados separadamente, o melhor resultado foi do Peru (85,4%), enquanto o menor foi registrado na Venezuela (12%).

Entre os setores no Brasil, o destaque foi para a construção civil, que teve valorização de 368% no período analisado. Fortes ganhos também foram percebidos em papel e celulose (263%), seguros (241%) e softwares e dados (210%). Em termos absolutos, os maiores valores de mercado são dos setores de bancos (US$ 259,6 bilhões) e petróleo e gás (US$ 231,8 bilhões).
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Juros ao consumidor em novembro atingem menor patamar em 15 anos

Os juros de empréstimos bancários para pessoa física são os menores desde julho de 1994, quando o Banco Central começou a série histórica. Em novembro, a taxa ficou em 43% ao ano, contra 44,2% em outubro. Para pessoa jurídica, os juros foram de 26%, os mais baixos desde fevereiro de 2008. Os dados foram divulgados nesta terça-feira.

A taxa média caiu para 34,9% a.a. (ao ano) em novembro, com reduções de 0,7 p.p. no mês --em outubro a taxa era de 35,6% ao ano, a maior desde julho-- e de 9,2 p.p. em 12 meses.

O estoque total de crédito alcançou R$ 1,389 trilhão, elevando-se 1,5% no mês e 14,9% em 12 meses. Como resultado, o saldo total dos empréstimos passou a representar 44,9% do PIB (Produto Interno Bruto), ante 44,6% em outubro e 38,9% em novembro de 2008.

Os empréstimos realizados com recursos livres, com participação relativa de 68,1% no total do sistema financeiro, atingiram R$ 945,9 bilhões, com crescimentos de 1,4% no mês e de 9,7% em relação a novembro do ano anterior.

Os empréstimos destinados às famílias totalizaram R$ 464,8 bilhões, após acréscimos de 1,3% no mês e de 18,9% em 12 meses, com destaque para operações de crédito pessoal e de aquisição de veículos --que tiveram elevações mensais de 1,2% e de 1,8%, respectivamente. As operações com cartão de crédito com incidência de taxa de juros registraram aumento mensal de 4,2%, devido ao aumento das compras de fim de ano.

Já os créditos contratados com pessoas jurídicas registraram elevação mensal de 1,5% --com o desempenho dos empréstimos concedidos com recursos domésticos--, saldo de R$ 423,8 bilhões e expansão de 2,4%. Entre as modalidades destinadas às empresas, continuou acentuado o desempenho das operações de capital de giro, com acréscimos de 3,2% no mês e 28,4% em 12 meses.

Em sentido contrário, os financiamentos lastreados em moeda estrangeira apresentaram retração mensal de 4,5%.

Inadimplência e "spread"

O nível de inadimplência teve mudança sutil no mês, de 8,1% em novembro, ante 8,2% em outubro, para pessoa física. Para pessoa jurídica a variação também foi sutil, chegando a 3,9% em novembro, contra 4% no mês anterior.

Com as menores taxas de juros da história, o mês de novembro apresentou crescimento total de 1,3% nas operações de crédito.

O "spread" bancário --diferença entre o que os bancos pagam para captar o dinheiro e os juros cobrados de seus clientes-- também apresentou queda, registrando 32,2% em novembro, contra 33,5% em outubro para pessoa física. Para pessoa jurídica a queda foi de 17,1%, contra 17,7% em outubro.

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Vendas de veículos caem 14,5% em novembro ante outubro

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no país recuaram 14,5 por cento em novembro ante outubro, para 251.720 unidades, mas subiram 41,5 por cento sobre igual mês de 2008.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

No acumulado de janeiro a novembro, as vendas totalizaram 2,848 milhões de unidades, expansão de 8,4 por cento ante os 11 primeiros meses do ano passado.

As vendas até novembro já superam as registradas em todo o ano de 2008, quando foram comercializadas 2,821 milhões de unidades.

Considerando apenas as categorias de automóveis e comerciais leves, as vendas foram de 238.504 unidades no mês passado, com queda de 15,2 por cento sobre outubro, mas avanço de 43,4 por cento na comparação com novembro do último ano --em linha com os números antecipados à Reuters mais cedo por uma fonte do setor.

A Fiat manteve a liderança em automóveis, com 25,92 por cento de participação de mercado em novembro, seguida por Volkswagen (24,63 por cento), GM (20,59 por cento) e Ford (8,38 por cento), de acordo com a Fenabrave.

(Reportagem de Georgia Jordan; Texto de Cesar Bianconi)

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Otimismo com Brasil traz preocupação com "bolha" de investimento

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, 28 de novembro (Reuters) - O clima de otimismo crescente em relação ao Brasil é um dos riscos apontados por profissionais do mercado que se reuniram neste sábado em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde discutiram o potencial do mercado acionário brasileiro e os planos de ter 5 milhões de acionistas em 2014, de uma base atual de 555 mil.

Temendo a formação de uma "bolha Brasil" que pode não se sustentar e atrapalhar os planos de finalmente, e mais uma vez, tentar formar um mercado acionário sólido no país, cerca de 300 analistas e dirigentes de empresas participaram do 1o Congresso do Instituto Nacional de Investidores.

"Hoje o que mais nos assusta é o ajuste fiscal, o principal risco do Brasil é achar que está tudo bem", disse o analista da Vince Partners Pedro Batista, palestrante do encontro. "O Brasil pode ser novamente campeão do mundo ano que vem (Copa 2010), mas tem que ter consciência que tudo pode mudar muito rápido", complementou.

Ele destacou entre fatores contrários ao desenvolvimento do mercado de ações os elevados gastos públicos mal feitos, a falta de uma reforma na previdência e o risco que traz a interferência do governo em casos como da Vale e da revisão das tarifas elétricas.

"Até que ponto o Estado pode interferir em empresas? Essa questão da Vale chamou a atenção dos investidores", afirmou Batista.

Desde o ano passado, quando demitiu 1.300 pessoas no início da crise financeira que abalou o mundo todo, a Vale foi alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a partir de então vem sendo pressionada a investir mais no país, principalmente em siderurgia, setor que havia afirmado que seria minoritária em todos os projetos.

Também no evento, o analista Pedro Rudge, da Leblon Equities, disse que o Brasil tem um espaço enorme para o mercado de ações e que nos últimos 30 anos nunca esteve em uma posição tão favorável para desenvolver o mercado.

Segundo ele, no entanto, existe um grande risco do Brasil virar uma bolha de investimento se não houver oferta suficiente de ações para atender a expectativa do investidor diante de tanta propaganda positiva.

"Para balancear essa demanda toda é necessário que haja oferta por parte das empresas, para acomodar essa demanda, é nisso que devemos focar", disse o analista.

Bem mais otimista, o diretor executivo de desenvolvimento e fomento da BM&FBovespa, Paulo de Sousa Oliveira Júnior, afirmou que o número de 5 milhões de acionistas é ousado mas compatível com o potencial do crescimento econômico do país.

"Hoje já tem 5 milhões de acionistas dos fundos de ações, já tem no Brasil 555 mil que estão apenas em São Paulo e Rio de Janeiro, então você tem os outros Estados e cinco anos de crescimento", explicou, ressaltando também que a BM&FBovespa conta com a entrada das classes B e C no mercado de capitais.

(Edição de Vanessa Stelzer)

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Obama pressiona bancos a dar crédito a pequenas empresas

Por Patricia Zengerle

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, instou os bancos neste sábado a fazer mais empréstimos a pequenas empresas, e disse que seu governo fará tudo o que puder para pressionar nesse sentido.

"Está na hora dos bancos cumprirem suas responsabilidades para ajudar em uma recuperação mais abrangente, em um sistema mais seguro, e em uma prosperidade compartilhada de forma mais ampla", disse Obama em sua fala semanal no rádio.

"E nós vamos tomar todas as medidas apropriadas para encorajá-los a atender a essas responsabilidades".

Nesta semana, o governo tomou medidas para incentivar os empréstimos a pequenas empresas, oferecendo dinheiro público a pequenos bancos que atendem principalmente a esse setor com um custo menor do que havia sido feito anteriormente.

Obama lembrou que os bancos se beneficiaram do pacote de 700 bilhões de dólares de socorro às instituições financeiras, e disse que eles precisam devolver o favor.

O presidente também usou o programa de rádio para defender a reforma no sistema de saúde, principal prioridade na política interna, dizendo que o plano diminuiria os altos custos que dificultam o acesso de pequenas empresas a planos de saúde para seus funcionários.

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Petrobras fecha acordo e paga R$2,06bi adicionais por Marlim

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras selou um acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Estado do Rio de Janeiro, aceitando fazer um pagamento adicional de 2,06 bilhões de reais pela participação especial no Campo de Marlim.

"As partes chegaram ao entendimento que contempla os argumentos jurídicos da Petrobras, no sentido de rever o método de cálculo adotado para atualização do valor devido, assim como sua quitação pela companhia", diz trecho de comunicado enviado pela Petrobras na noite de sexta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo a petroleira, o montante em discussão no processo era de aproximadamente 3,4 bilhões de reais, podendo chegar perto de 4 bilhões, devido ao critério de cálculo utilizado anteriormente pela ANP para atualização do saldo devedor.

Com a revisão, houve uma redução do saldo devido superior a 1,3 bilhão de reais, reduzindo-o o montante total para 2,06 bilhões de reais (aproximadamente 1,36 bilhão de reais após Imposto de Renda.

A proposta da Petrobras à ANP prevê a quitação da dívida em oito parcelas mensais de 258 milhões de reais, com a primeira vencendo em 30 de outubro. As demais serão reajustadas pela Selic. O parcelamento carece de aprovação da diretoria da ANP.

Desde 2007, a Petrobras contestava judicialmente a cobrança de pagamento adicional da ANP pelo Campo de Marlim. A empresa recorreu, mas perdeu na primeira e segunda instâncias da Justiça. A última decisão, proferida pelo Tribunal Regional Federal da Segunda Região em 30 de setembro.

Segundo o comunicado, com a proposta a Petrobras evita a chance de ser obrigada a pagar um valor ainda maior em caso de perda definitiva no processo, de ser executada de imediato e de ser inscrita na dívida ativa da União e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do setor público Federal (Cadin).

"O pagamento em questão encerra definitivamente toda e qualquer discussão judicial e administrativa relacionada ao assunto", conclui a Petrobras.

(Reportagem e edição de Aluísio Alves)

(aluisio.pereira@thomsonreuters.com; 5511 5644-7712; Reuters Messaging: aluisio.pereira.reuters.com@thomsonreuters.net))

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